quarta-feira, janeiro 25, 2006

Algumas mulheres do cenário internacional

É difícil entender porque as mulheres - que sao tao instintivas e práticas - nao ocupam postos mais altos no mundo laboral, empresarial, das administraçoes públicas ou da política. É verdade que algumas ocupam postos importantes, mas, numericamente, esta quantidade nao está de acordo com a demografia.
Entendo as diferenças de interesses e o distinto apego ao poder, mas nao entendo esta matemática de que tudo muda, mas tudo segue igual.
Leio em várias revistas e jornais que cada vez mais as mulheres vao assumindo postos relevantes na sociedade contemporânea. Vejo fotos onde elas aparecem sorridentes e com cara de bem-sucedidas. Mas ainda nao sinto - será que estou equivocada? - que suas atuaçoes sejam efetivamente determinantes nos destinos dos países e dos povos. Se somos metade da humanidade, por que nao estamos dirigindo metade desta humanidade? Por que os homens estao na sua e na nossa metade? Nao me refiro a uma delimitaçao de espaço ou a uma separaçao do gênero masculino, como metades enfrentadas. O que eu me pergunto é por que as mulheres nao estao misturadas com os homens nos momentos de decisoes e na direçao dos países - em igualdade de condiçoes -, enriquecendo as diferentes perspectivas e sendo valorizadas e reconhecidas por suas competências específicas.
Neste sentido, embora eu veja muito distante o tempo em que a visao feminina será tao valorizada e consultada quanto a visao masculina, os poucos sinais de mudança sempre me deixam animada.
Atualmente, leio atentamente e com alegria as notícias sobre a nova administraçao de Ellen Johnson-Sirleaf, da República da Libéria - a primeira mulher presidente na África. Também leio sobre Angela Merkel, no governo da Alemanha. Mais recentemente, sobre Michelle Bachelet, a socialista que passará a dirigir o Chile.
Ontem, no jornal El País, li uma reportagem muito interessante sobre Alicia Muñoz, a mulher que será o braço direito de Evo Morales, o novo presidente da Bolivia. Parece que ela é uma ativista política que defende suas idéias com bastante energia - eu a imagino como Heloisa Helena. Ela, agora, vai dirigir os que a reprimiram durante anos.
Por último, nao poderia deixar de citar a maravilhosa vice-presidente da Espanha, Maria Teresa Fernández de la Vega (que aparece na foto). Esta juíza valenciana é uma mulher brilhante, respeitada por políticos de todos os partidos. Sua aparência frágil contrasta com sua forte personalidade. Infatigável, de firmes convicçoes políticas, ela é séria, rigorosa e perfeccionista, além de progressista, independente, leal, com uma capacidade de trabalho ilimitada e com ânsia de defender as libertades públicas e os direitos fundamentais dos cidadaos.
É super desejável que a influência dessas mulheres do mundo repercuta cada vez mais diretamente no nosso Brasil de anil, e que as brasileiras continuem aumentando sua participaçao e colaboraçao na construçao da sociedade.

4 comentários:

Anónimo disse...

Quando será que teremos uma mulher presidindo o Brasil?Essas conquistas das mulheres da Alemanha, da Libéria, do Chile, da Bolívia e da Espanha, me deixam a esperança de que um dia, não muito longe, espero, possamos ter esse privilégio e consigamos diminuir as nossas desigualdades econômica, social, cultural, etc, e possamos, enfim, concorrer em igualdade de condições com os países que têm governantes que respeitam os direitos dos cidadãos e que têm compromisso com a ética.

Anónimo disse...

Here are some links that I believe will be interested

Anónimo disse...

Hi! Just want to say what a nice site. Bye, see you soon.
»

Anónimo disse...

Hey what a great site keep up the work its excellent.
»